Notícias 3 de setembro de 2026

As novas gerações obrigam as marcas a repensar suas estratégias

Crianças e adolescentes usando celulares e um tablet à noite

Publicado originalmente em Meio & Mensagem. Leia a matéria completa aqui.

A Kidscorp, em parceria com a GoAd Media, divulgou um estudo que mostra como a Geração Z e a Geração Alpha deixaram de ser apenas público consumidor de mídia e passaram a construir seu próprio ecossistema de entretenimento, apoiado em games, YouTube e comunidades online.

De acordo com o levantamento "Da Gen Z à Gen AI", no Brasil uma em cada três pessoas conectadas à internet ainda não completou 18 anos, o que representa mais de 50 milhões de usuários digitais menores de idade. No mundo, a Geração Alpha já reúne cerca de 2 bilhões de pessoas e movimenta sozinha US$ 28 bilhões por ano em gastos apenas nos Estados Unidos.

O estudo reforça que, para se conectar com esse público de forma relevante, as marcas precisam primeiro entender os códigos culturais que o movem. Essa lógica, batizada de economia do pertencimento, se sustenta em três pilares: cultura, comunidade e confiança.

A partir desses pilares, a pesquisa aponta três macrotendências que moldam o comportamento das novas gerações: os games como espaços de convivência, construção de identidade e criação; o YouTube como plataforma de aprendizado e participação; e as comunidades como territórios de pertencimento e cocriação, nos quais os fãs assumem um papel cada vez mais ativo na relação com as marcas.

O que as marcas precisam considerar ao falar com as novas gerações

Com base nesse diagnóstico, a Kidscorp organizou cinco princípios para guiar marcas e agências na construção de relações relevantes e responsáveis com esse público:

Infraestrutura: acompanhar como a inteligência artificial está remodelando o ecossistema de mídia e a forma como esse público vive suas experiências.

Ubiquidade: integrar a tecnologia de forma natural à experiência, sem transformá-la no centro da comunicação.

Cultura: entender os códigos culturais que orientam o comportamento dessas gerações, para além da idade.

Autoria: dar às comunidades um papel ativo na criação, com espaço real de voz na construção das marcas.

Participação: buscar atenção de forma contínua, priorizando relevância e vínculo em vez de ações pontuais.

O estudo também destaca um ponto de atenção regulatório: o ECA Digital não proíbe a publicidade para menores de 18 anos, mas impõe limites a práticas como o rastreamento comportamental e a coleta excessiva de dados. Diante desse cenário, a Kidscorp defende estratégias construídas sobre segmentação contextual, privacy-by-design e inventário adequado a cada faixa etária.