86% dos jovens identificaram seu anúncio favorito em mídias digitais, enquanto o YouTube se destacou como uma das principais plataformas de entretenimento.
Por: Forbes México.
Os adolescentes mexicanos de 13 a 18 anos têm hábitos de consumo que combinam plataformas digitais, videogames e conteúdos audiovisuais, um comportamento que traz novos desafios para as marcas que buscam se conectar com esse público.
De acordo com o estudo Teens: um público com regras próprias, elaborado pela Kidscorp Data & Insights, 86% dos adolescentes que lembraram de um anúncio disseram tê-lo visto em mídias digitais, sendo o YouTube a plataforma que ficou em segundo lugar, com 55%, enquanto 37% mencionaram a televisão aberta ou por assinatura.
A preferência pelas mídias digitais se mantém em todos os segmentos analisados e chega a 90% entre as mulheres, frente a 83% entre os homens. Por idade, 88% dos adolescentes de 13 a 15 anos identificaram seu anúncio favorito em plataformas digitais, proporção que diminui para 84% entre os de 16 a 18 anos.
Embora os canais digitais tenham maior presença, a televisão mantém um lugar no consumo publicitário adolescente, e os resultados mostram que as marcas podem alcançar esse público por meio de diferentes telas e que seu comportamento não se limita a uma única plataforma.
YouTube e videogames na rotina diária
O estudo também identifica o YouTube como uma das principais atividades cotidianas dos adolescentes, já que 74% dos entrevistados de 13 a 18 anos disseram usar a plataforma em um dia comum.
Entre os conteúdos mais assistidos, destacam-se os videoclipes, com 59,8%, seguidos pelos de humor, com 46,8%, e pelos tutoriais, com 39,4%. No entanto, o conteúdo de videogames criado por outros jogadores aparece entre as cinco principais categorias, com 34,9%, enquanto o ASMR registra 31,6%.
Os videogames também fazem parte de seus hábitos de entretenimento. O Roblox lidera as preferências, com 48%, seguido pelo Minecraft, com 46,1%, e mais atrás aparecem Plants vs. Zombies, com 28,7%; FIFA, com 27,8%, e Call of Duty, com 26,7%.
O desafio para as marcas
A partir desses comportamentos, o relatório propõe que as estratégias voltadas aos adolescentes devem considerar como eles se relacionam com os conteúdos e as plataformas, em vez de adaptar apenas campanhas pensadas para jovens adultos.
Entre as recomendações estão trabalhar com criadores de conteúdo, desenvolver mensagens autênticas e adaptar as experiências ao uso de dispositivos móveis. Além disso, o estudo destaca a importância da personalização e da privacidade, bem como de evitar práticas publicitárias enganosas ou a exposição repetitiva ao mesmo anúncio.
A proposta contempla diferentes formatos, de vídeos publicitários a anúncios interativos, minigames e experiências de marca dentro de plataformas de videogames, embora as oportunidades também variem conforme o setor.
Por exemplo, no setor de beleza, 27,5% dos adolescentes relataram consumir maquiagem pessoalmente; na educação, 28,7% assistem a vídeos educativos no YouTube. Em telecomunicações, 50% dos que jogam usam principalmente o celular, enquanto, no âmbito das finanças digitais, 58,9% fazem compras dentro dos videogames.
Em conjunto, os dados mostram que entender os hábitos digitais, os interesses e as formas de interação dos adolescentes é um elemento relevante para elaborar estratégias publicitárias.